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22.8.20

Leftovers

I'm feeding on leftovers. Of time, news, love.


I'm so hungry...

10.3.17

I finally watched La La Land

And we definitely need magic in our lives.
And love is pure magic.

(Maybe I should add a Ryan Gosling tag on this blog)

5.1.17

Blue Jay (2016)



Every once and a while I have this daydream that at some point in my life I will write a film. Or a play. A small and very independent piece about a relationship.
After I watched Blue Jay I believe there's no reason to do it anymore. The story is a bit different from what I was planning to write but the main subject and (most important) the feeling are there as I thought it should be done.
It is a Netflix production (or distribution? I'm not sure) and I most deeply reccomend you to watch it. I did it last year, a few days before being off for holidays and as soon the film was over I played it again.

Thank you, Mark Duplass, for such a honest and delicate way to tell that story.

14.5.14

from postsecret.com


Me too....

5.5.14

pre-birthday thoughts on a Sunday night (part 1)

Since I'm incapable of boss my pets and my students, it's best to never have children.

(And I think my new cat is the worst ADD case ever. The second one it's me)

20.1.14

Her


I don't know if I'll manage to watch this film, since I feel like crying just with the trailer... 
There's a chance this one will finally overcome Eternal Sunshine of the Spotless Mind as my favorite love story.

29.3.13

oh my god oh my god oh my god!




I'm not reading any material, watching any interview about this film, but I'm dying to know if and when it will open at the movies here!

19.3.13

About death, love, broken hearts, failing marriages, etc.

Disseste que se tua voz tivesse força igual
a imensa dor que sentes
teu grito acordaria não só a tua casa
mas a vizinhança inteira
("Há tempos" - Legião Urbana)


Last week was everything but fun, not at all what I was planning for my annual St. Patrick's week.

I've started reading Love is a mix tape at the beginning of February and I was going quite fast until the death part. Then I had to stop for a while. All that mourning talk was making me feel bad. I still don't know why I decided that last week would be the moment to finish this book... What a horrible decision! It totally ruined my humor. Don't get me wrong, it's a beautiful book, full of love and the honesty of a open broken heart. That's what put me down.

It was a mix of everything: my crazy fear of dying, my own experiences of loss and the fact my mom was a young widow too. Not so young as Rob was and not dealing with it the same way (she managed to keep very focus on the family actually) but all that put together, plus all the talk about music as a place for memories have let me melancholic. It's a good book, really. It ends in a very positive way to be fair, and I'm very  surprised it has not become a film so far. It has all the potential to be a great indie movie.

Searching for a different kind of story and vibe I rented End of watch but it didn't help much. The actors did an excellent job (and I wish America Ferrera had more scenes, I do like her so much!) but in terms of reality about police action and drug cartels I still think Tropa de Elite goes far beyond the obvious, looking for the real problem. (EoW script still allows Americans to believe in the easier answer that this is an immigration's issue). 

Somehow by the end of the movie I started thinking Jake could play Rob Sheffield at cinema. He couldn't be less Irish, I know, but he's at the right age and in all the interviews for this movie he looks so sad and disconnected from the real world that I believe he's ready to play a young widow trying to find he's away back to life through music. But it has to be now, while his on the mood. In the next 5 minutes, the guy will fall in love and marry someone like Scarlet Johansson or Rachel McAdams (I don't know, are they still single?) and then it would be just pure sadism to ask him to go back being a sad lonely bastard again. (He's still too good looking, too L.A, I know. Let's find someone else..)

So Saturday came and I thought all my sadness would go away, but not only the party I went sucked as I had to face the bizarre hurtful truth of a friend's marriage breaking apart in front of me. I don't know what to do, not even if I should do something, since we've been friends for a very short time and nobody have asked for my help. Even so I couldn't stop thinking about it the whole Sunday and I've got myself praying for them yesterday. 

Feeling like I'm carrying all the misery of the world, I ran my ass off at the gym but it didn't help either. I just wish I could cry my way out of all this already but I can't. It has nothing to do with me but I'm mourning too.

21.1.13

Waiting


Actually I'm dying to watch this movie! Celine and Jesse are my favorite fictional couple...

#BeforeMidnight

10.9.12

A confession and a prayer

Tonight I hope. It's been very hard to trust in people, but tonight I hope for them and for me too.

4.8.12

O curioso destino de uma aliança de casamento

No dia 12 de junho, dia dos namorados, eu almoçava com meu irmão e uma amiga em um shopping na Avenida Paulista, quando algo inusitado aconteceu.
Nossa amiga sentiu algo tocar muito levemente a ponta de seu sapato. Abaixou-se, e quando levantou tinha nas mãos uma aliança. Sim, uma aliança de casamento, bem larga diga-se de passagem, daquela que não deixam dúvidas que o homem é casado. Dentro dela havia um nome grafado: Samara.
Ficamos surpresos e um pouco confusos com a situação. Não havia casais ao redor, o espaço todo já estava bem vazio, pois passava das três da tarde de uma terça-feira. Em uma mesa um pouco distante à esquerda, um senhor almoçava sozinho e perguntamos se por acaso aquela era sua aliança. Ele sorriu, como se estivéssemos brincando, e respondeu que não. 
Sem alternativas, entregamos a aliança para um segurança.


Confesso que até agora a situação toda ainda me impressiona pela força simbólica da cena: uma aliança de casamento rolando perdida em meio a uma praça de alimentação, em pleno dia dos namorados. 
E fico imaginando diversas possibilidades que poderiam te-la levado a ter tal destino.

22.3.12

Jusqu'a toi



Films keep encouraging me to be the silly romantic girl I've been since.. well, probably since I was born.
I must confess I could fall in love with someone because of his luggage, or better, the things inside it :) 
I totally see myself in a situation like this, it would be very typical of me actually.
Specially if I found one or two of my favorite books inside it. And if we could meet in Paris.
I would create funny ways to introduce him to my life.
No problem traveling across the ocean just to have another try either..

But now let's try to fall sleep imaging all this. And thank you, movie industry, for reinforcing my disturbs of behavior.

8.3.12

Um dia que vai além de uma data

Infelizmente, muitos homens ainda debocham e algumas mulheres ficam bastante constrangidas com a chegada do dia 8 de março, o que considero uma pena. É claro que eu não me importo se você resolver me dar flores. Na verdade eu provavelmente ficaria feliz, mas também não é sobre presentes e mimos que este dia se trata.


Como a maioria das datas não cívico-nacionais (tipo dia da Independência, dia da Bandeira, etc), este dia diz respeito a diversidade, ao direito de existir como ser político, com liberdade de manifestação e respeito dos demais. E isso nunca é fácil, não vem de graça, não depende só do "mero" reconhecimento popular, enfrenta sempre a barreira da tradição, das instituições formais e, por mais tolo que possa soar, do cotidiano.São embates que ainda existem sim, daquilo que se é, do que se deseja ser e das representações e imagens que a sociedade impõe, e que ainda vão permanecer, não se resolvem em um século. 


Achar que todas as reivindicações, espaços e desafios já foram conquistados é um comportamento equivocado daqueles tais 1% que convivem com "white people's problems". A ampliação dos diretos das mulheres para questões de gênero, cabendo a discussão e incorporação de outras concepções de feminino para além do biológico até os transgêneros, só demonstra como esse processo é longo, importante e necessário.

7.1.12

E essa frase?


Gostei tanto do senso de humor dessa frase que estou pensando em fazer uma camiseta dela... sério :)

6.1.12

Só posso dizer que...

...continua sendo impossível fazer todo mundo feliz. Paciência.

29.12.11

P.S.

O que seria do mundo sem os românticos? Eu jamais iria querer um lugar árido assim...
Que São Valentim proteja cada coração partido, mantendo a chama acesa e a fé inabalável em continuar tentando.


Uma Flor no Metro, Em Nome do Amor

Reblogged from The Contents of My Head

Repasso a vocês esse post, que me encheu de alegria e esperança. Queria fazer algo assim também, mas a minha ação teria que se ajustar ao fato de que não passo seis meses no mesmo lugar :)


Depois dessa, começo 2012 com o coração renovado. Obrigada, José.


***


É dia dos namorados, 14 de Fevereiro, em Lisboa. Um jovem entra num restaurante, para um “jantar de encalhados”. Gente sem namoro reunida para uma refeição cercada por casais e flores e velas e beijinhos. Sairá comprometido com o peculiar projecto de espalhar o amor pelos subterrâneos da capital, plantando diariamente flores na última carruagem do metro, linha azul, a partir de Santa Apolónia. Mas ainda não sabe.

Há uma rosa na mesa e a brincadeira dita que fique para quem estiver “encalhado” há mais tempo. José, 28 anos, denuncia-se e fica com ela. No regresso a casa, olha a alavanca que serve para accionar o sinal de alarme do metro e engendra uma brincadeira romântica para acabar o dia. Escreve uma mensagem: “Só me volto a encontrar contigo quando apanhares a flor que vai no metro da linha azul”. Envia e fica à espera.

A rosa não chega ao destinatário. Nem a segunda flor, enviada no dia seguinte, nem a terceira. Enquanto falha, mais uma vez, pensa: “Isto teria piada se fosse para toda a gente”. E é com esta reflexão que nasce a ideia de, durante um ano, plantar uma flor no sinal de alarme do metro. Uma por dia, sem falhar, endereçada a quem a encontrar. Cada flor leva um aforismo e pede resposta, por carta, “para obrigar as pessoas a parar”. 

“A paixão é tremoço, o amor é azeitona”

“Perdeu-se uma coisa, ganhou-se outra”, lembra José ao PÚBLICO, relativizando a insucesso da primeira empreitada, com destinatário certo. “Estava com vontade de escrever à mão cartas de amor, bilhetes. E [esta ideia] foi um estímulo para escrever todos os dias, para fazer um exercício de escrita criativa: escrever frases de amor, definições ou não, que me surgem no dia-a-dia. Coisas patéticas como ‘A paixão é tremoço, o amor é azeitona’. E qualquer pretexto serve. As frases são inesgotáveis.”

Esta é a parte prática da história de José, que não revela o resto do nome porque considera que o seu anonimato coloca a ênfase no projecto, que designou Sinal de Alarme. O título tem uma origem absolutamente prosaica, como acontece com os aforismos: é na alavanca do sinal de alarme do metro que as flores são postas a circular por Lisboa. O conceito é construído em cima dessa mundanidade.

O mesmo acontece, por exemplo, com o destino das flores, o fim da linha azul: à vista desarmada é apenas Amadora; numa perspectiva romântica, é o “feminino de quem ama”. É isso que o Sinal de Alarme faz: transforma o quotidiano em romance e assume posições. Incluindo em momentos importantes da vida nacional, em dia de eleições, de manifestações ou greves, na declaração do fado como Património da Humanidade. “A paixão faz greves, o amor faz revoluções”, lia-se a 24 de Novembro, dia de greve geral.

É a política a imiscuir-se nos afectos. José não tem qualquer pejo em assumir o seu carácter interventivo: “O amor também é política. Claro que é. E é importantíssimo que assim seja. O amor tem de se comprometer com alguma coisa”. Mas não se fica por aí: há a questão das flores, de onde as vai apanhar. “O Banco de Portugal, na Almirante Reis, tem um canteiro fantástico. E, por uma questão de justiça social, vou deixar de as comprar e passar a levar as do Banco de Portugal. Quando estiver sem flores, eu assumo as culpas. Só tenho de ter cuidado com aquilo, que pica.”

O crime e a resposta

Santa Apolónia é uma estação terminal e os maquinistas têm de sair da cabine da carruagem que, com a mudança de direcção, se transforma na última, percorrer todo o veículo e entrar na cabine lá na outra ponta. No minuto que essa operação dura, José planta a flor no sinal de alarme e tira uma fotografia. Não pode fazer uma coisa nem outra – e sabe que está a ser vigiado, através das câmaras –, mas nunca foi incomodado.


Nem pelos responsáveis do metro, nem pelas pessoas que, sobretudo em hora de ponta, enchem a estação. “Às vezes encostam-se ao sinal e é mais complicado [pôr a flor]. De resto, não dizem nada. São poucos os curiosos que vão ver o que aquilo é”, observa. As reacções chegam-lhe sobretudo via Facebook, onde mantém uma página dedicada ao Sinal de Alarme, com fotografias de cada “crime” e com as respostas que recebe.Foi através daquela rede social que um maquinista partilhou a fotografia de uma flor que colheu no metro. É naquela rede social que os “fãs” do Sinal de Alarme gostam, comentam e partilham as melhores frases, que ficam abismados com os desvarios proporcionados pelas bodas do projecto – a cada 50 ou 100 dias que passam, José faz acompanhar as flores de objectos estranhos, como um vaso de alface, uma camisa ou um abacaxi; na última boda, já neste mês, um bacalhau seguiu em direcção à Amadora. “A ideia é fazer sorrir as pessoas que vão para o trabalho, muitas vezes sob stress”, diz.

“O Sinal de Alarme provoca sorrisos deliciosos nas pessoas mais sisudas e sérias”, conta, revelando que nunca acompanhou uma flor durante todo o percurso. A escolta, às vezes, dura apenas duas paragens. “Não fico muito tempo. O meu papel é pôr a flor. Depois, o metro que a leve e as pessoas que façam o que quiserem.” Algumas apanham-na e nada dizem; outras enviam perguntas por e-mail; outras ainda aceitam o desafio de responder por carta. Não muitas: sete, uma das quais a partir do Canadá.

As cartas são anónimas. Faz parte das regras – afinal, são respostas a um “crime”. “As pessoas escrevem de forma mais livre, mais pura, sem se comprometerem com nada. É uma forma de desabafarem, de se conhecerem um pouco melhor. É mais para elas que para mim”, sublinha. “O acto de parar, sentar, pensar, pegar na caneta e começar a desenhar as letras é importante. O Sinal de Alarme é mesmo uma paragem. Como no Caos Calmo [filme de Antonello Grimaldi], quando o Moretti perde a mulher e passa todo aquele tempo parado, sentado no banco. É isso que faz falta. Se accionares o sinal de alarme no metro, ele pára. As cartas são isso: parar para avançar.”

“O que ando aqui a fazer?” Esta é a pergunta que José quer que as pessoas façam a elas próprias. “Só se pensa nisto quando ficamos doentes ou morre alguém. Hoje, as pessoas estão a ficar completamente soterradas”, lamenta, antes de construir uma ponte entre o quotidiano cinzento das grandes cidades e as possibilidades do amor, que “também assusta muito”.

“O que vou fazer com as cartas, não sei. Tenho de arranjar uma forma de as plantar. Não sei o que vou fazer com isto. Passado um ano gostava de ter vida”, desabafa. Entretanto, gostaria de ver o projecto contaminar outras paragens. “As pessoas seriam mais sãs. Já desafiei pessoas de outras cidades, mas não aceitaram. Porque isto tem de ser todos os dias: o amor é todos os dias. Acordas todos os dias, comes todos os dias... o amor é todos os dias. Pode estar alguém à espera e se a flor não chega...”

Sem férias

O Sinal de Alarme não falhou um único dia. E a ideia é que assim continue até 14 de Fevereiro de 2012, quando completar um ano. É o comprometimento sem mácula de que fala José e pelo qual abdicou de tudo que, ao longo deste ano, pudesse comprometer o projecto: férias e viagens, festas, funerais e aniversários, sono. “Houve um dia em que não pude mesmo, mas a flor foi lá posta por outro louco apaixonado pela poesia e o amor.”

“Tive medo de não conseguir fazer isto todos os dias. No início, era um impedimento: tinha de ir ao metro todos os dias e colocar lá a flor, estar sempre no mesmo local. Mas isto já se tornou tão rotineiro que tenho medo do que vai acontecer a 14 de Fevereiro, da desabituação. Já faz parte de mim.”

José é de Vila Nova de Famalicão. Na Páscoa, obrigou a família a descer até Lisboa, onde vive, para a refeição festiva. É assim tão sério. Mais tarde, a avó, de 88 anos, teve de viajar sozinha até à capital para matar saudades do neto, que há muito não ia à terra natal. “A minha família sabe da flor, mas não sabe que é por isso que não vou lá acima. Se souberem, internam-me. Digo que é por causa do trabalho, tenho vergonha de dizer que é pela flor. Se digo à minha avó, ela pensa que estou choné”, brinca.“Não fui de férias, não viajei, fiquei várias vezes sem hora de almoço, gastei dinheiro em táxis, em flores. Fui a velórios, mas não a funerais”, recorda. No aniversário da mãe, fez uma “visita de médico”, de surpresa. Vai e volta todas as sextas-feiras a Braga, por causa do doutoramento na Universidade do Minho. Nunca fica no norte.

Nas últimas legislativas, a 5 de Junho, fez parte de uma mesa de voto em V.N. Famalicão, como é seu hábito. Foi e voltou no mesmo dia: chegou às 5h a casa, foi para as mesas de voto às 7h, ficou até às 19h e uma hora depois estava em Campanhã, no Porto, a apanhar o comboio para Lisboa.

É um destes ralis de transportes públicos que José está a fazer neste Natal, que foi passar a casa, com a família. A consoada é um interlúdio no frenesi do amor, antes de novo regresso a Lisboa, para não falhar. Porque “é importante fazer uma coisa todos os dias, sem falhar. Como uma mãe que vai acordar o filho todos os dias, dar-lhe um beijo, carinho. O resultado, depois, é exponencial. Se todas as pessoas escrevessem todos os dias, por exemplo, seria óptimo para os Correios. Talvez não precisassem de ser privatizados.”

in Publico

29.11.11

4.6.10

Dear Heart

Please don't ache now.
It's not the worst or the last time.
Just keep cool, ok? We have a lot to suffer so don't focus only on this one.

Be brave

28.5.10

E por falar em Capricho...

Esses dias fui lavar o carro e enquanto esperava fiquei procurando algo pra ler. Eis que tinha uma Capricho lá no meio das Caras e outras coisas do mesmo top. Resolvi pegar a dita cuja pra conferir.

Entre os meus 13 e 15 anos eu lia Capricho. Tá bom, não só ela, mas essa eu comprava, as outras eu lia das amigas. As edições da revista eram sempre bem grossas, encadernações do tipo Cláudia. A Capricho umas colunas legais e falava muito sobre sexo e AIDS. Muuuito! Acho que todas as adolescentes dos anos 90 pegaram essa fase onde a meta era fazer com que as meninas já iniciassem a vida sexual gostando de usar camisinha. Deu certo, pelo menos pra mim.

Enfim, ela já tinha uma porção de coisas inúteis, mas também era informativa. Hoje a revista é algo completamente diferente. É muito rosa! Rosa, fina e fala miguxês. Entendo que essa seja uma opção mercadológica, e talvez por isso sinta muita pena do universo cultural das adolescentes de hoje: muitos papos obsessivos sobre maquilagem, além de música e livros ruins. Quando foi que as meninas pararam de ler "O morro dos ventos uivantes" espontaneamente pra dependerem de indicações do tipo "se você gostou de Twilight vai amaaaaaar esse livro"? Música então, vai de mal a pior. Pra não passar o resto do dia falando as bandas de rock, basta dizer que no meu tempo a voz da mulherada era a Alanis e hj é a Demi Lovato. Triste. Miley Cirus? Piorou.

Os exemplares do gênero masculino na revista são uns garotos magrinhos e muito afrescalhados para serem héteros ou muito sem estilo para serem gays. Em compensação, e isso é necessário destacar, na minha época nós supirávamos por homens bem mais velhos (Brad Pitt e afins) e hoje as garotas parecem desejar os garotos da própria faixa etária e que parecem aquele vizinho esquisito que todo mundo já teve, só que mais glamorizado e sem o aparelho ortodôntico. Good for you, girls!

Aliás, tenho que dividir algo que li na coluna de um garoto que escreve na revista, dando os papos do que as raparigas devem fazer quando querem "chegar junto". Eu ainda sou do tempo em que o garoto é que fazia esse papel, mas o que li foi quase uma revelação. Uma garota perguntava exatamente o seguinte: ela gosta de um garoto que nem reconhece a existência dela. Tem jeito de fazer acontecer? "Claro!", segundo ele. Basta que ela esteja sempre linda (palavras dele). Pra conversar e ganhar o menino, ele sugeriu o MSN "porque dá tempo de apagar antes de falar besteira". Atente que quem fala besteira é você, não ele. Fucking genious!

Um verdadeiro treino pra vida! Porque convenhamos, é isso que os homens pensam e esperam. Em qualquer faixa etária.