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28.9.17

Brazilian folklore




I think I'm one of them ;)

26.4.17

They don't like us


Photo from this album: (credit Amazon Watch) 

"In 2016, 54 land rights defenders were killed in Brazil, the highest since 2003. Deforestation rates in 2016 were up 29 percent. Moreover, the administration of President Michel Temer is pushing to roll back indigenous rights and environmental protections in order to open the Amazon rainforest to corporate interest, from largescale hydroelectric dams and waterways, to massive agribusiness projects. Justice Minister Osmer Serraglio is one of the leading proponent of this rights rollback and the original sponsor of a proposal to amend the constitution to severely limit indigenous land titles, past and future."  (From Amazon Watch press release for the Global Earth Day Mobilisation)

TAKE ACTION: Protect the Amazon and the World's Climate – Hands Off Indigenous Land Rights!

26.3.17

a surprise, a sadness, an invitation

I was surprised to see our beautiful beach on The New York Times. There's no fashion or glamour around, our hype is the opposite of that. It's the absence of hype.  I can not see new yorkers wishing for all the peace, spending a whole day drinking beer on the water under the sun doing nothing... but many Americans come to visit every year, it's true.

I love Alter do chão. 

If you want to see what Amazon is about, you better do it before is too late. We will disappear pretty soon.

And Alter is hotter and prettier from September to January.


PS: Nobody ever offered saúvas to me.  

15.3.15

About this March 15

I wish I could explain what's going on in Brasil right now, but in between some pretty serious and valid point and complains, there's the most absurd suggestions: capital punishment, mass oppression and the establishment of a military dictatorial government. 
You can see that some aspects of liberty really offend people who claims to be pro-democracy and freedom: gay marriage, feminism, the rights of indigenous and other traditional communities are constantly denied and today they were again, not by the majority but a considerable part of people had no shame to ask of their repression. 

And I can't understand that.

20.11.14

20 de novembro



Só o fato deste dia não ser uma unanimidade como feriado a todos os estados brasileiros já exemplifica o desinteresse de conferir legitimidade política à questão. Mas mesmo onde a data é reconhecida, talvez não passe disso que a imagem diz.

20.6.13

From last night



It's good and it's free, so you can download it if you like...

17.6.13

Mafalda



#vemprarua #itsnotabout20cents #acordabrasil 

A song about last week



They'll cast us out
Down the mountainside
When they see that
We were right all the time

They'll hang us in the wood at night
When they see that
We are on the winning side

So we'll hide out in here
Before they take the rest of us outside

They'll burn down cities
And tear the trees up
In one last demonstration
Of their powers

And they'll swell up
Till their heads explode
And that's when we come out
And take back what is ours

We don't need to be silent anymore
And they can't take us outside

A cornered dog is a dangerous dog
And you don't need to listen anymore
To its barking

Just take it outside
And put the rabies-spitting beast down


Veto - Take it outside


I wish I could pick up just one quote from this song, but I couldn't. It's perfect, it matches exactly how we feel, how I feel right now about everything that's going on in São Paulo, Rio and spreading to the whole country.
We need a lot of things but first of all freedom and respect, so we will be able to debate and change. We have the right to disagree, to doubt and to express our frustration. 
We are right. And we know it. 

Please support the protests in Brasil by using tags like the ones below on Twitter or Facebook.

#acordaBrasil #protestosBrasil #itsnotabout20cents #dontcometotheworldcup 

6.6.13

Estatuto do nascituro

Eu sei que dentre os visitantes deste blog devem existir cristãos convictos ou pessoas que fazem parte de alguma crença religiosa que rejeita veementemente a questão do aborto. Eu respeito integralmente a opção de vocês em nunca, jamais, sob qualquer hipótese interromper uma gravidez. Eu não sei se teria coragem de interromper também, especialmente porque tenho um profundo desejo em ser mãe.

Mas respeito e entendo que o que vale pra mim não vale para todos. Acredito também (e essa é a parte efetivamente em questão aqui) que quando o Estado resolve rever seu campo de atuação e legislar sobre a matéria, é fundamental que o texto da lei seja condizente com seus limites materiais e institucionais de atuação. Por isso, em um movimento raro, vou expor opiniões pessoais em relação ao Estatuto do Nascituro.

Se você não gosta do assunto ou não aceita ponderação nesse tema, por favor, IGNORE ESSE POST AGORA. O exposto aqui não levará em consideração qualquer argumentação religiosa. Para mim o que está em questão agora são os limites do Estado brasileiro em sua capacidade de intervir na garantia de direitos de proteção à pessoa. Você pode deixar de vir aqui se achar que seja o caso.

Isso posto, gostaria de pedir que você lesse o texto do estatuto disponível neste link:

Acredito caber uma série de críticas ao texto desse estatuto, uma vez que
1. o sistema de saúde brasileiro não dá conta de atendimento e garantia aos já nascidos hoje;
2. a polícia civil não dá conta da investigação de crimes contra pessoa 
aos já nascidos hoje;
3. a seguridade social já pede que as pessoas se aposentem mais tarde pois o Estado não garante a gestão de recursos e poupança para a manutenção dos IDOSOS, então é pouco provável que, em se caracterizando a concepção por estupro (o que seria difícil pois não há como levar a investigação de todos os casos até o fim), o Estado efetivamente custeie essa criança até os 18 anos de idade

Pulando todas as questões referentes a integridade física e mental de mulheres que estariam proibidas por lei de interromper a gravidez em qualquer circunstância, mesmo que isso colocasse suas próprias vidas em risco, o artigo 28 prevê que

Fazer publicamente apologia do aborto ou de quem o praticou, ou incitar publicamente a sua prática: Pena – Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa

As pessoas não vão ter mais liberdade de expressão! Isso é uma agressão séria aos nossos direitos civis. Qualquer manifestação ou debate sobre a matéria poderia ser facilmente considerado "apologia" e passível de punição como crime!

Além disso, a justificativa do texto do estatuto tem como respaldo uma lei federal promulgada nos Estados Unidos, durante a administração Bush, e que garante a proteção à gestante e ao nascituro. Só lá é uma lei que visa proteger a gestação desejada, ao invés de penalizar a interrompida! Ela inclusive não se aplica a casos de aborto por decisão médica ou da mulher. (http://en.wikipedia.org/wiki/Unborn_Victims_of_Violence_Act)

Não pretendo resolver a questão do aborto aqui, nem acho que seja um assunto passível de definição a curto prazo, mas esse projeto prevê um suporte do Estado brasileiro a todo e qualquer indivíduo, nascido ou não, que nós sabemos que não é viável, além de censurar, criminalizar e punir qualquer um que se manifeste de maneira contrária.

Já existe um abaixo assinado contra esse estatuto aqui

Seja você favorável ou não à revisão da questão do aborto no Brasil, acredito que a solução não pode passar pela criminalização da liberdade expressão de nenhum dos lados! Mesmo que você não assine essa petição, cobre de seu partido ou representante um posicionamento sobre essa matéria, que está agora sob análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

15.11.12

15 de novembro

"Ora, além de ter surgido em uma sociedade profundamente desigual e hierarquizada, a República brasileira foi proclamada em um momento de intensa especulação financeira, causada pelas grandes emissões de dinheiro feitas pelo governo para atender às necessidades geradas pela abolição da escravidão. A febre especulativa atingiu de modo especial a capital do país, centro dos acontecimentos que levaram à República. Em vez da agitação do Terceiro Estado, a República brasileira nasceu no meio da agitação dos especuladores, agitação que ela só fez aumentar pela continuação da política emissionista. O espírito de especulação, de enriquecimento pessoal a todo custo, denunciado amplamente pela imprensa, na tribuna, nos romances, dava ao novo regime uma marca incompatível com a virtude republicana. Em tais circunstâncias, não se podia nem mesmo falar na definição utilitarista do interesse público como a soma dos interesses individuais. Simplesmente não havia preocupação com o público. Predominava a mentalidade predatória, o espírito do capitalismo sem a ética protestante."

Carvalho, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário republicano no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. P. 29 - 30.